quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A Tatuagem e a Igreja de Cristo


Nos últimos três anos, a prática de tatuar o corpo tem se tornado cada vez mais popular. Tudo indica que esta moda veio para ficar. É fato que, mais e mais, receberemos visitantes e novos membros com tatuagens, e algumas bem místicas e mundanas! Além do mais, pressinto que já temos alguns membros sendo atraídos por essa ideia, pensando em tatuar um verso bíblico, uma palavra hebraica ou uma imagem do Cavaleiro no Cavalo Branco de Apocalipse 19 (que tinha escrito em sua coxa: Rei dos Reis e Senhor dos Senhores). Sei que esta não é uma questão crucial para o evangelho e a igreja de Cristo. Porém, é algo que incomoda alguns e pode se tornar motivo de discórdia entre os irmãos. Como lidar com esses dilemas? Como preparar a igreja para lidar sabiamente com esta questão? Após orar, pesquisar e pensar sobre este assunto, cheguei às seguintes conclusões, que nas próximas linhas compartilho com o leitor.

1. 
Precisamos Ensinar o que a Bíblia diz

Em Levítico 19:28, a Palavra diz: Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o SENHOR. À primeira vista, esta palavra parece resolver a questão, parece dizer: o cristão não deve fazer nenhuma marca no corpo; tatuagem é pecado. Porém, o contexto revela que o motivo desta proibição era evitar que os hebreus se identificassem com a idolatria dos caldeus. Como parte de seus rituais aos falsos deuses, os caldeus usavam lâminas afiadas para marcar o corpo. Essas marcas, ou cicatrizes, estavam diretamente relacionadas com a idolatria e culto pagão. Essa orientação era tão específica que, nos versos anteriores, Deus também proíbe outras práticas, tais como adivinhação e feitiçaria (26). O cortar o cabelo dos lados da cabeça (deixando um tufo de cabelo no meio da cabeça) e o aparar as pontas da barba de uma maneira específica (27) – tudo estava relacionado com os rituais pagãos. (Andrew A. Bonar, A Commentary on Leviticus, The Banner of Truth Trust, Carlisle. Pensylvania, USA. Pg. 352)

Sim, acredito que este texto fala contra o uso de tatuagens ou qualquer outra prática que nos identifique com algum tipo de paganismo, idolatria, imoralidade ou tribo anticristã. Porém, não podemos aplicar este texto contra a pratica da tatuagem de nossos dias, pois os tempos passaram e a conotação mudou. Hoje, a grande maioria daqueles que se tatuam não o fazem por motivos espirituais ou religiosos, mas meramente estético/ decorativo (assim como a maioria das mulheres furam suas orelhas e usam brincos). Sendo assim, esta prática acaba enquadrando-se dentro daquelas questões relacionadas à liberdade cristã (Rm 14 e 1 Co 6:12).

2. Precisamos Aplicar os princípios de Romanos 14 e 1 Coríntios 6:12

Usando os princípios destes dois textos, devemos orientar o cristão que considera fazer uma tatuagem, a fazer a seguinte autoavaliação:

Será que esta tatuagem irá glorificar o Senhor Jesus? Será que ela irá promover a minha pessoa ou a pessoa Dele? (6-8)

Será que esta tatuagem irá edificar os meus irmãos? Será que ela não irá entristecer ou escandalizar meus pais ou irmãos mais fracos? (15-21 e 15:1-2)

Tenho plena convicção em minha consciência de que isto agrada a Deus? (leia os versos 22-23)

Será que isto não irá me dominar? (1 Co 6:12) Esta é uma pergunta muito pertinente, porque vemos que muitos não conseguem se contentar com uma ou duas tatuagens, porém, como que numa obsessão, vão cobrindo o corpo com desenhos e mensagens.

3. Precisamos Ajudar as pessoas a considerar a questão

Os meios de comunicação não ensinam nossos membros a pensar. Nossa cultura promove o princípio da ética inconsequente, que diz: Siga o seu coração! Faça o que der na sua cabeça! Por isso, cabe aos pastores seguir o exemplo do Mestre que desafiava as pessoas a parar, observar, considerar e decidir (Mateus 6:25-32). A Bíblia diz que devemos viver com sabedoria (Pv 24:3). Por isso, precisamos ajudar aqueles que estão considerando fazer uma tatuagem a parar e pensar no seguinte: O que será que o bom senso e os fatos dizem a respeito desta prática? Abaixo, seguem dois fatos muito importantes.

Muitos se arrependem de terem feito uma tatuagem. Um estudo realizado pela Associação dos Dermatologistas Britânicos revelou que um terço dos ingleses que se tatuam se arrependem de terem feito isto. Nos Estados Unidos, na cidade de Pittsburgh, uma clínica especializada em tratamento dermatológico a laser diz que, nos últimos anos, a procura pela remoção de tatuagens cresceu em 50 por cento! E que este processo é longo, doloroso e caro. (www.hersutah.com, artigo escrito por Peter Sullivan, publicado no Pittsburgh Post-Gazette em 1 de Agosto de 2012)

A tatuagem cria uma barreira social desnecessária. Muitas pessoas veem com desconfiança alguém com uma tatuagem. Por isso, uma tatuagem pode custar uma boa amizade, namoro, emprego, oportunidade comercial ou pior, a oportunidade evangelística ou ministerial. Dr. Michael R. Mantell disse: “O mundo está dividido em dois tipos de pessoas: aqueles que têm tatuagem e aqueles que têm medo das pessoas tatuadas. Honestamente, eu fui criado entre este segundo grupo. Afinal de contas, quem eram as pessoas que usavam tatuagem em Newark, New Jersey, onde cresci? Marinheiros, criminosos, membros de seitas estranhas, roqueiros e gente ruim.” (San Diego Magazine, Agosto de 2009, A Psicologia da Tatuagem – www.sandiegomagazine.com)
Precisamos Preparar a igreja para amar os tatuados

Como já disse no início deste artigo: nos últimos anos a prática de tatuar o corpo tem se tornado cada vez mais popular. Tudo indica que esta moda veio para ficar. Mais e mais receberemos visitantes e novos membros com tatuagens bem místicas e mundanas. A igreja precisa ser preparada para receber os visitantes tatuados. Assim como Jesus recebia e até comia e bebia com os publicanos e pecadores, nós devemos receber os tatuados no amor de Cristo. E, caso Deus os alcance com Sua graça, é obvio que devem ser integrados ao corpo de Cristo sem nenhuma reserva. Para isto, precisamos ajudar os membros da igreja, especialmente os mais preconceituosos, a buscarem em Deus sabedoria e amor para superar suas fraquezas, e aprender a ver as pessoas como Deus vê (1 Samuel 16:7); aprender a ver, por trás das tatuagens, uma pessoa criada à imagem e semelhança de Deus, ver uma alma que vale mais do que o mundo inteiro. Que Deus nos ajude a fazer tudo isto pela Sua graça, para Sua glória!



escrito por Silas Campos

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

E se você não for tão bom quanto pensa?


Provérbios 16.2 é simples e direto, mas diz algo profundo sobre a condição humana:

Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito.

Os “caminhos do homem” se refere à forma como uma pessoa leva sua vida. Esse “homem” em particular demonstra pouca preocupação com o caráter moral de sua vida. Quando se trata de decisões, relacionamentos ou trabalho, esse tipo de pessoa tende a ver a si mesmo em alta estima. Ele se vê como “puro” – o que significa que ele pensa que está indo muito bem.

Talvez um homem esteja com raiva e seja rude com sua esposa, mas ele não se vê assim. Ele pensa que está certo na forma com que trata sua esposa. Ele está “puro” aos seus próprios olhos. Talvez uma mulher regularmente pegue “atalhos” no trabalho e puxe o tapete de seus colegas, mas ela não se vê assim. Sua autoavaliação é que ela é popular e amada entre seus colegas. Ela não percebe como as pessoas realmente pensam porque está “pura” aos seus próprios olhos. Talvez um homem esteja emocionalmente ausente da vida de seus filhos, mas nele não se vê assim. Ele não percebe que está se distanciando porque, para ele, ele está “puro” aos seus olhos.

Isso significa que nós somos, por natureza, inclinados a subestimar nossas falhas, ignorar ou mesmo justificar. O resultado é que andamos por aí com uma autoestima que muitas vezes excede a realidade. Esse é um perigo especial em nosso contexto cultural corrente, onde a autoestima é apresentada como a virtude humana suprema. A cosmovisão terapêutica nos encoraja a pensar mais de nós mesmos do que deveríamos. E, ainda assim, aqui está um provérbio nos dizendo o oposto.

Por que esse provérbio nos diz que devemos ser tão céticos com nós mesmos? Porque Deus é Aquele que “pesa o espírito”. O texto diz que Deus é aquele que, literalmente, “examina” nossas motivações. Deus me conhece melhor do que eu mesmo. Eu posso ter uma visão inflada do meu próprio valor e sucesso na vida, mas Deus vê o que eu não posso ou não quero ver sobre eu mesmo. E normalmente há um largo espaço entre a realidade que Deus vê e as ilusões que eu mantenho sobre eu mesmo.

Tudo isso nos ensina, pelo menos, três coisas:

(1) Uma consciência limpa pode dizer menos sobre nosso caráter real do que diz sobre nossa falta de autocrítica. Paulo coloca dessa forma: “Porque de nada me argui a consciência; contudo, nem por isso me dou por justificado, pois quem me julga é o Senhor” (1 Coríntios 4.4). Paulo entende que essa consciência limpa não o torna inocente. É possível se sentir inocente enquanto não o é, na realidade. É isso que devemos guardar firme em nossos corações. Deus é o juiz. Nós não julgamos a nós mesmos.

(2) Nós precisamos suspeitar de nós mesmos. É por isso que o provérbio alerta: “O que confia no seu próprio coração é insensato” (Provérbios 28.26). Precisamos entender que temos o potencial de vermos nossas falhas de caráter com lentes rosadas. Tendemos a fazer isso porque somos pecadores por natureza, e uma visão positiva de si mesmo é algo natural para nós. É por isso que devemos sondar nossos corações o suficiente para saber quando o orgulho está inflado. “A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra” (Provérbios 29.23).

(3) Nós precisamos enxergar a nós mesmos como Deus enxerga. Deus sabe que somos pó e que, às vezes, nosso autoconhecimento falha. Apesar disso, Deus nos dá Provérbios como esse para nos encorajar a olharmos nós mesmos à plena luz da revelação divina. Quanto maior nossa visão de Deus, mais humilde será nossa autoestima. Há uma alegria e humildade que só vem do auto esquecimento proveniente da adoração. Auto depreciação não é o antídoto para o orgulho; exaltação a Deus é.


Autor: Denny Burk
Fonte: Denny Burk
Tradução: Filipe Schulz

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Cessacionismo X Continuísmo


Dentro da Pneumatologia (doutrina do Espírito Santo) o assunto mais polêmico e de maior debate é acerca dos dons espirituais. Os dons miraculosos ou dons sobrenaturais cessaram, ou continuam em nosso dias?

Dentro desse assuntos temos duas grandes teorias, que posteriormente possuem mais alguns grupos internos que divergem entre si, mas todos derivam desses dois grandes grupos. De um lado o cessacionismo do outro o continuísmo.

Cessacionismo: é a visão cristã de teólogos reformados e batistas fundamentalistas, geralmente de origem puritana. Formulam que alguns dons do Espírito Santo foram úteis apenas para os primórdios da igreja cristã, tendo cessado essa manifestação no período da Igreja Primitiva. 1

Entendem os cessacionistas que tais e restritos dons serviram a um propósito, a fundação da Igreja Primitiva, em momento que os Apóstolos teriam que cumprir o ide sem possuir qualificação de doutores e mestres. O encerramento do livro (Bíblia) teria fechado toda a profecia fora da palavra.

Continuísmo: é a crença de que os dons do Espírito Santo são ainda distribuídos hoje, ainda estão em uso, e ainda são necessários na igreja. O mesmo Espírito Santo que habitava o apóstolo Paulo e presenteou-o com habilidades sobrenaturais e que estava presente durante os tempos do Antigo Testamento e também dotado tais habilidades aqueles a quem Deus escolheu especificamente para realizar as suas obras em tempos do Novo Testamento. O continuísmo acredita que este mesmo Espírito ainda se move e trabalha na igreja contemporânea.


Motivos pelo qual creio no Cessacionismo:

1) O cessacionismo é a posição que mais glorifica a Deus. No cessacionismo não há espaço para o homem. No pentecostalismo e todas as suas derivações, a atenção é voltada para o homem. O homem possui os dons espirituais; o homem possui o poder da cura; o homem tem o dom da fé; o homem tem o dom de línguas e etc. Não somente os dons são reconhecidos, mas revestidos de uma importância exagerada, tal que os fiéis são continuamente instados a buscá-los; por sua vez, aqueles que alegadamente recebem tais dons ocupam uma posição de destaque, reconhecimento e até mesmo de veneração. Assim toda a atenção está centrada no homem! Sim, existe “fé”, mas trata-se de uma “fé” cega e antropocêntrica. 2

2) Sola Scriptura – O encerramento do cânon bíblico torna-se desnecessário portadores de revelações novas, tendo em vista que toda a revelação pertinente ao nosso salvador Jesus Cristo e sobre a salvação foram totalmente reveladas. Tudo o que uma pessoa precisa saber para ser salva encontra-se escrito na Bíblia. A Bíblia é assim, totalmente infalível como plenamente suficiente não necessitando de ajustes ou de novas revelações.

Os dons sobrenaturais atuaram como selo de autenticação para os primeiros séculos da igreja, como forma de comprovar que aqueles homem encarregados em proclamar o Evangelho das boas novas eram de fato enviados de Deus.

3) Evidências Históricas – A história da igreja nos aponta para a descontinuidade dos dons sobrenaturais. Por maior que sejam os relatos miraculosos que possuímos em nossos dias, eles têm sido normalmente associados com cultos místicos e com ênfase no emocional e centrados no homem.

Até mesmo na própria Escritura Sagrada podemos observar uma descontinuidade pelos relatos dos milagres feitos pelos apóstolos, se buscarmos esses relatos veremos apenas em Atos os devidos registros. Sobre o livro de Atos ele não é um livro normativo para a Igreja, e sim de transição. Abaixo os registros:

Coxo curado por Pedro
At 3.6-9
Morte de Ananias e Safira
At 5.1-10
Restauração da vista de Saulo
At 9.17,18
Cura de Elimas
At 9.33-35
Ressurreição de Dorcas
At 9.36-41
Cegueira de Elimas
At 13.8-11
Cura de um coxo
At 14.8-10
Expulsão de demônio de uma jovem
At 16.16-18
Ressurreição de Êutico
At 20.9,10
Picada de cobra torna-se inócua
At 28.3-5
Cura do pai de Públio
At 28.7-9

4) O caráter temporário de alguns dons.

Conforme observamos em 1 Coríntios capítulos 12, 13 e 14, fica claro que alguns dons passarão (1Coríntios 13:8). O dom de apóstolo, a grande maioria das congregações admitem que esse dom cessou. Portanto, fica claro o caráter temporário de certos dons do Espírito Santo.

5) O exercícios de “dons” fora do propósito Bíblico.

Sem dúvidas o dom sobrenatural mais debatido em nossos dias é o dom de línguas, pegarei como base este para mostrar que os dons não são exercidos em nossos dias de acordo com os propósitos bíblicos para eles. Portanto não podem ser validados como dons legítimos.

"De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis" (1 Co 14.22).

O dom de línguas era para alcançar os incrédulos.

"E se alguém falar em língua estranha, faça-se isso por dois, ou quando muito três" (1 Co 14.27a).

Falam um de cada vez ou todos juntos? "...e por sua vez" (1 Co 14.27b).

"...e haja intérprete. Mas se não houver intérprete, esteja calado na igreja" (1 Co 14.27c).

Deve existir interpretação simultânea.

"As mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar" (1 Co 14.34).

As mulheres não devem exercer esse dom em culto público.

O que temos visto nas igrejas? Elas observam essas regulamentações que Paulo orienta?

Paulo realmente considera a Igreja de Corinto como irmãos em Cristo, mas existe a evidência de que eram dons legítimos, pois Paulo nos assegura isto. Mas hoje em dia não creio que podemos considerar que os dons exercidos possam ser afirmados como legítimos, pois as orientações de Paulo estão todas registradas de maneira muito clara neste texto de 1 Coríntios capítulo 14, texto este que todos temos o livre acesso.

Tendo em vista que a grande característica de alguém cheio do Espírito Santo é a obediência a Palavra de Deus, sou compelido a não crer que o Cristo transmitido nessas congregações é o mesmo Jesus Cristo das Escrituras Sagradas. Pois elas simplesmente desprezam as orientações específicas de Paulo sobre um único dom.

Obviamente não quero ser injusto em afirmar que todas as igrejas que praticam línguas estão enquadradas nessa afirmação, mas tendo em vista as que possuo conhecimento, percebo um culto centrado totalmente no homem, onde é criado uma atmosfera emocional e atrativa para “manifestações” de todos os tipo, onde sequer posso considerar como línguas estranhas ou estrangeiras, e sim, não passa de mera glossolalia.

Creio existir muita confusão sobre dons e milagres, eu creio que milagres acontecem todos os dias. Tendo em vista o estado depravado do homem, toda a vez que alguém reconhece sua condição de pecador e se agarra em Cristo para a salvação, para mim é um grande milagre.

Creio também que Deus realiza milagres de curas através da oração, desde que seja a vontade de Deus que isso aconteça. Creio nos profetas que todos os domingos transmitem e expõem a Palavra de Deus simples e pura pelos púlpitos ao redor do mundo.

Mas não creio ser necessária nenhuma outra manifestação miraculosa além da maior de todas, o milagre da Bíblia, o milagre de Deus ter se revelado a nós e toda essa revelação estar disponível para que aprendamos sobre Ele, para que conheçamos a Ele e através Dele obtermos salvação.



Em Cristo
Fernando


1Augustus Nicodemus Lopes; O culto espiritual: Um estudo em 1 Coríntios Sobre Questões Atuais e Diretrizes Bíblicas para o Culto Cristão. São Paulo: Cultura Cristã, 1999, Pág. 174 e 177
2Felipe Sabino de Araújo Neto; www.monergismo.com, Cessacionismo e a Glória de Deus

sábado, 8 de outubro de 2016

LIVROS EM PDF PARA BAIXAR


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 O Estandarte de Cristo


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

JESUS desceu ao "inferno" e tomou as chaves da mão do diabo?


Aonde está escrito na bíblia que Jesus foi ao inferno e tomou as "chaves" das mãos do diabo?


Temos ouvido muitas pregações e teorias sobre este assunto (a descida do Senhor Jesus ao inferno). E muitos tem se convencido, sem examinar as escrituras (Bíblia) profundamente; de que realmente o Senhor Jesus entre sua morte e ressurreição desceu ao inferno e tomou as "chaves" das mãos do diabo.

Quais seriam estas "chaves"? Uns afirmam que essas chaves seriam:

A "chave da morte", outros a "chave do inferno" e os que afirmam ter Jesus tomado as "chaves da autoridade". 

Outros dizem que Jesus foi ao inferno para pisar na cabeça da serpente (referência a Gênesis, quando Deus disse a Eva que seu descendente pisaria a cabeça da serpente). Alguns afirmam que Ele foi resgatar as almas dos santos do antigo testamento, que morreram sem salvação e estavam no inferno.

Há muitas interpretações a esse respeito, mas vamos aos fatos. 

A pergunta é está? Aonde está escrito na bíblia que Jesus desceu ao inferno e tomou as chaves das mãos do diabo?

Os que defendem está teoria baseiam-se em:

"...no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas, isto é, oito almas se salvaram através da água."  (1 Pedro 3:19-20)

Podemos analisar neste texto que em nenhum momento diz que Jesus desceu ao inferno ou tomou qualquer chave das mãos do diabo. O texto nos diz que Ele, de forma pré-figurada na pessoa de Noé, pregou aos homens que morreram no dilúvio. Neste texto não temos a afirmação de que Jesus desceu ao inferno ou qualquer menção a qualquer chave. 

O texto referente as chaves esta em Apocalipse 1:18 em um outro contexto bíblico e em nenhum momento diz que as chaves da morte e do inferno pertenceram ao diabo ou que o Senhor as tomou de alguém.

"E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno." (Apocalipse 1:18)

Infelizmente quando não examinamos as escrituras com a direção do Espirito de Deus, nos deixamos influenciar por tradições, doutrinas e costumes dos homens, que não tem nada a ver com as verdades bíblicas. 

"Nenhuma interpretação ou doutrina deve ser aceita sem exame. Pelo contrário, tudo deve ser examinado cuidadosamente mediante o estudo pessoal das Escrituras." 

Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim. (Atos 17:11)



Fonte: www.pulpitocristaoverdade.blogspot.com.br